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Projeção de investimentos das montadoras já chega a R$ 73,1 bilhões

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As montadoras deverão investir R$ 73,1 bilhões no Brasil de 2013 a 2017. A projeção da Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos, leva em conta aportes em novas fábricas, ampliações e modernização das plantas já instaladas no País. O pacote inclui também o que será aplicado em qualidade, produtividade, desenvolvimento de novos produtos e o cumprimento das metas de eficiência energética impostas pelo Inovar-Auto. Com o montante, a capacidade produtiva da indústria local subirá das atuais 4,3 milhões de unidades por ano para 5,7 milhões por ano no período.

O total calculado pela organização com base nos projetos anunciados pelas montadoras prevê ainda os investimentos necessários para que a indústria local alcance as metas de investimento em pesquisa, desenvolvimento e engenharia especificados no novo regime automotivo. “Esse aporte poderá variar de R$ 6 bilhões, para cumprir as exigências mínimas, a R$ 12 bilhões, caso as empresas superem os objetivos com a intenção de receber descontos adicionais no IPI”, pondera Luiz Moan, presidente da associação.

O investimento total previsto pela Anfavea vem crescendo rapidamente à medida que novos anúncios são feitos. O aporte mais recente contabilizado pela organização foi o da Audi, que se comprometeu a aplicar € 175 milhões para voltar a produzir veículos em São José dos Pinhais (PR), na planta da Volkswagen.

A projeção cresceu 21,8% em onze meses, desde a definição do Inovar-Auto, em outubro do ano passado. Na época a Anfavea ampliou a estimava mantida até então, de aportes de R$ 40 bilhões, para R$ 60 bilhões como efeito do novo regime automotivo.

Levantamento feito pela Revista Automotive Business para a edição de fevereiro deste ano, indica que os investimentos somarão R$ 67,5 bilhões até 2017, considerando o que tinha sido anunciado pelas montadoras e pelas empresas de autopeças até a data do fechamento da publicação. O total aportado apenas pelas fabricantes de veículos chegaria a R$ 49,5 bilhões.

O número abrange apenas os pacotes de investimentos divulgados pelas companhias já instaladas no País e pelas newcomers. O montante não inclui investimentos adicionais que podem ser feitos para atender metas de pesquisa, desenvolvimento e engenharia do Inovar-Auto, por exemplo. O levantamento também indica que a indústria de autopeças aplicará R$ 18 bilhões no País até 2017, ao ritmo de R$ 3,6 bilhões por ano, para acompanhar a expansão da demanda das montadoras.

Estimativa do Governo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta número bem mais modesto de investimento da indústria automotiva no Brasil, de R$ 7,3 bilhões para os próximos anos. Segundo o órgão do governo, o montante leva em conta apenas nove pacotes de investimentos novos que teriam sido anunciados por montadoras e entrantes do mercado nacional como efeito do Inovar-Auto, que tornou mais restritas as importações.

Apesar disso, para chegar ao número, o MDIC contabiliza projetos anunciados antes mesmo de o novo regime automotivo ser definido, que pretendiam simplesmente acompanhar o crescimento do mercado brasileiro. Entre eles está o plano de investimento da DAF, divulgado em 2010, e da Mitsubishi, JAC Motors, Chery e Metro-Shacman, que começaram a ser desenhados em 2011.

Naquele mesmo ano a BMW já admitia a intenção de produzir localmente, mas atrasou a decisão até que fossem definidas as regras do regime automotivo. Com isso, dos projetos em andamento, apenas o investimento anunciado pela Audi pode ser interpretado como efeito direto do Inovar-Auto. Todos os outros passaram por ajustes para atender à política industrial, mas não foram motivados só por ela.

Efeito real do Inovar-Auto

O novo regime automotivo não pode receber o mérito pelo grande número de novas fábricas anunciadas recentemente no Brasil. Ainda assim, a política industrial será responsável por puxar investimentos no desenvolvimento de veículos com menor consumo de combustível. Pelas metas do programa, em 2017 as montadoras deverão aumentar em 12,08%, no mínimo, a eficiência energética da frota vendida no Brasil. Caso esse progresso não seja alcançado, as empresas serão oneradas com multas que incidirão sobre cada carro vendido.

Em compensação, as organizações que alcançarem melhorias superiores ao mínimo determinado receberão incentivos adicionais, que podem chegar à redução de dois pontos porcentuais no IPI. Diante disso, a consultoria IHS estima que as montadoras trabalharão para superar as metas estabelecidas. Essa corrida por carros com menor consumo de combustível e emissões de poluentes resultará em investimentos em uma série de tecnologias já usadas amplamente em outros países, mas ainda não tão difundidas no Brasil.

A consultoria projeta que as empresas aplicarão em torno de R$ 700 milhões para incluir nos carros nacionais sistema start-stop, que desliga o motor automaticamente em pequenas paradas no trânsito, como no semáforo. O estudo da IHS indica que serão aportados ainda em torno de R$ 300 milhões em pneus de baixa resistência ao rolamento, os chamados pneus verdes. O uso de turbo nos motores brasileiros demandará mais de R$ 200 milhões.

Segundo a empresa, sem as metas de eficiência energética do Inovar-Auto, a indústria brasileira aplicaria R$ 3,4 bilhões de 2012 a 2016 em tecnologias para redução de consumo e aumento da eficiência dos carros. Com a legislação esse montante deve ter incremento de mais de 90%, para R$ 6,5 bilhões.

Por Giovanna Riato/ Automotive Business

 

 

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